Nosso Castelo de Cartas

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quarta-feira, 16 de março de 2011

A última carta a seu amor escrita.

Primeiro, eu me apaixonei. Não foi a primeira vez, e você sabe disso.

Sei que era a boca dela. Ana. Cabelos castanhos, olhos claros. Ana. Calça jeans, blusa branca. Queria vê-la de vestido.

Como é ela? Eu lhes falaria ainda que não perguntassem, mas penso que de nada adianta dizer que seu sorriso brilha mais que o sol, que a lua cheia perde feio ao seu olhar, que sua voz é mais bela que o som das ondas do mar, e que nem toda a beleza da terra compara-se a dela. Isso todos dizem.

Garota Apaixonante

Que encanta meus olhos
Aquece meu coração

Você não sabe, mas
Teu cheiro
Ficou em minha memória
Teu sorriso
Ficou em meus olhos

Eu vou sorrir pra você
Como eu sempre sorri,
ao ver teu sorriso

Quando eu vejo o mundo
Refletido em teus olhos
Tudo me parece tão...
Perfeito.

Mas mesmo toda a tua perfeição
É facilmente ofuscada
Pela perfeição
Do teu sorriso.
Do teu olhar.
Do meu sonhar.
Você.

Menina,
Que quando passa
Muda o curso dos ventos
Muda o canto dos pássaros
Traz o arco-íris
Traz as borboletas
E as flores

Menina...
O tempo passa
O mar vai secando...
O vento leva a terra...
Os prédios caem
O sol sobe, e desce.
A lua torna-se cheia
De novo, e de novo.
E tudo passa
Mas não muda nem por um segundo
O que eu sinto por você.

E foi ao encontro dela, a beijou, vinte anos depois, e era uma das poucas coisas que ele nunca tinha enjoado de fazer.

A última carta a seu amor escrita.

No cantinho da página
“Da sua eterna Minerva”

---

Hoje eu estava relendo uns textos antigos...
Eu revi meus textos de "garoto apaixonado" e não vou mentir, bateu uma saudade.
Então resolvi fazer um texto juntando trechos dos meus textos antigos. Pra matar a saudade do "garoto bobo que escreve cartas" que eu já fui.
Pra quem quiser ler os textos originais vou deixar os links. Em ordem que aparecem no texto.
Bons velhos tempos =)

Uma carta a 10 de Julho de 2008
Ana, a garota que nunca ganhou um ursinho
Poema em prosa de um apaixonado
Garota apaixonante
Óbvio demais
Que muda o curso dos ventos
Dialogo de um apaixonado
Hipoteticamente Sonhador
Minerva

Grande abraço.
Oito.

terça-feira, 1 de março de 2011

Cause the times they are changing.

1º de Março de 2011.

Eu mudei. Acho que isso já é inegável.
Olhando pra trás já fazem 2 anos que comecei a escrever aqui. Eu acho que mudei muito nesses últimos dois anos.
O problema é que fico o tempo inteiro me perguntando se eu gostei de mudar.
Hoje eu abri a gaveta das lembranças.
Tem um "Simba" de quando eu fazia a 3ª série, um gibi da Mônica que um amigo meu da 1ª série me deu. Tem uma foto num porta-retrato em forma de coração. Tem uma coleção de... Nem vou dizer. Tem um golfinho que era de uma amiga minha quando eu fazia a alfabetização. Um presente que nunca dei. Um presente que ganhei da minha 1ª namorada. Um presente de despedida que uns amigos meus de terras distantes me deram. Tem uma lapiseira de uma amiga minha. Um livro que a minha avó me deu. O manual de instrução do meu PS1. A coroa da 1ª vez que comi no BK. Os rascunhos das tirinhas do blog. Um chaveiro do melona. Os papéis da 1ª viagem da Entei no Dan a Sampa. Tem lembranças da Acrópole, meu cabelo de Padawan. A camisinha de banana que a Mary me deu (sorry, essa eu não vou usar :p) e a aquisição mais recente foi uma tampa de "Ice" e uma promessa. Enfim tem um monte de bagatelas que não fazem sentido pra ninguém a não ser pra mim.
Eu tenho tanto orgulho do meu passado, de uns grandes amigos que fiz, das "histórias pra contar pros netos" do cosplay de cabelo vermelho, acho que até de jogar futebol em frente da rua de tiara, gordo e sem blusa eu me orgulho.
Eu lembro que no começo eu queria mudar. Mas hoje eu já não sou tão certo disso. Eu comecei querendo e depois perdi o controlhe, mudei no automático.
Eu me peguei conversando com uma amiga e dizendo: "Estou fazendo academia agora!" e ela me lembrou: "Não era você que vivia dizendo que nunca ia fazer academia."
Não que eu me arrependa de ter começado a academia, pelo contrário. Me arrependo do tempo que fiquei parado praticamente sem fazer nenhum exercício. Ficar parado eu nunca gostei e essa é uma das coisas que luto pra não mudar.
Mas eu interpretei esse trecho do diálogo como o destino jogando na minha cara "você mudou!"
Tá isso eu entendi., mas o meu questionamento agora é: se eu gostei disso ou não.
Porque hoje, eu gosto um bocado do cara que fui.
Me resta saber se gosto desse cara que sou.
Eu acredito que a história funciona em ciclos, mas já faz um bom tempo que acho que estou no fim de um, o que eu não encontro é o princípio do próximo.
Quando foi a última vez que eu fui a "lugares onde carros não vão"? E o que mais me pergunto quando foi a última vez que me empolguei pra qualquer coisa como eu costumava me empolgar.
Eu que nunca me imaginei pensando "o quê vamos fazer hoje?" Nunca, eu sempre tinha 2 planos em cada bolso. Onde ficou aquela "alma de prata"? Quando foi a última vez que saí de casa só pra ver o pôr-dol-sol ? Quando foi a última vez que fiz uma promessa ? Quando foi a última vez que me importei...
Eu fiquei pensando se esse texto ficou depressivo, se ficou, com certeza não era a intenção. Eu não estou chorando em cima de lembranças antigas da gaveta das lembranças e me lamentando porque certas coisas mudaram.
Eu só resolvi abrir a gaveta, olhar pra uns objetos e falar: "Porra. Eram putas bons tempos." Não que eu não goste dos atuais, mas "Porra. Eram putas bons tempos."
Mas pra falar a verdade acho que quando eu estava neles nem sempre eu os achava tão bons assim.
Talvez daqui a dois anos eu esteja olhando pra gaveta das lembranças atualizada, pensando em hoje e falando "Porra. Eram putas bons tempos."
Mas já chega de falar como se eu tivesse umas décadas de anos pra trás.
Foi-se minha dose de passado. Back to the present.
Porque outra coisa que sempre acreditei foi que o presente é o mais importante. E é outra coisa que não quero mudar.

Até mais, e obrigado pelos peixes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Uma luz passou a minha mão

Uma luz passou a minha mão
Era o sol
Eu tentei segurar
Ele apagou

Uma bela música passou aos meus ouvidos
Eu me aproximei para escutar
Ela parou

Uma bela garota olhou para mim
E quando eu fui olhar
Ela desviou

Então eu fechei os olhos
Esperando que tudo finalmente escurecesse
Balancei a cabeça
E tudo ficou claro para mim

Eu pude ver todos perfeitamente
Eu pude ver um sorriso no rosto de todos
Mas alguma coisa me dizia
Que aquilo era uma ilusão

Então eu me abaixei
E peguei os óculos escuros que estavam no chão
E vi que eu tinha um dom

Que os óculos escuros me faziam ver de verdade
Faziam-me ver o triste mundo real
Um mundo escuro

As pessoas viam os óculos escuros
E viam a tristeza em meu rosto
Mas não viam a felicidade em meu coração

De poder ver a realidade de todos
De poder ver as lágrimas de sangue em seus rostos
E mesmo com os óculos escuros
Eu sorria

Porque eu iria fazer com que aqueles sorrisos falsos
Que escondiam a realidade das lágrimas
Virarem pessoas de óculos escuros
Pessoas que pudessem sorrir

De verdade

---

Oito.

Em algum dia perdido, de 2007.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dama de Copas













Esse post pode fazer pouco sentido para todos, mas... Faz muito sentido para mim.

Quatro de paus me entregou esse cartão hoje.

Me traz lembranças...

Eu gostei, obrigado ^^

Vai pra gaveta das lembranças =)

Agora, voltemos ao ínicio

Tudo em um grande círculo.
Agora, voltamos ao ínicio
Sagrado começo
Amado fim
Intermináveis correntes de destino
Embraçam-me as pernas e os braços

Decido eu voltar
Para poder prosseguir
Agora, voltemos ao ínicio
Onde tudo começa e termina
E fecha-se o ciclo.

Eu abro a porta desse Nosso Castelo de Cartas.
Eu tiro a Dama de Espadas,
A primeira carta do baralho.
Eu tiro as mãos do papel
E escrevo, no coração

As areias do tempo se mexem
Com num ciclo infinito
Novos creúspuculos virão
Novas Auroras,
Também.

A ampulheta parou,
E hora de vira-lá novamente
O barco parte,
É preciso seguir em frente.

O vento uiva,
Partimos a todo velocidade.
Partimos para o final,
O mesmo ínicio.

Se eu deitar aqui,
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo?
E esqueceria do mundo?

Amanhã,
Será lua cheia.

É o começo?
É o fim?

Na verdade...
É um só.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A gaveta das lembranças...

E se o tema de hoje é lembranças, eu lembro ainda, de palavras ditas no primeiro post do blog.

"Eu tiro o Ás de Espadas, a primeira carta do baralho.
E abro Meu Castelo de Cartas, a todos que quiserem ouvir. Ou ler."

Eu resolvi hoje ir em busca de uma carta lá de trás do baralho...

E aleatoriamente (ou não) peguei um Oito.

Esse post faz parte das minhas "Reminiscências...".

E se abri meu castelo uma vez, hoje, eu desço até os porões mais fechados, com grossas portas de carvalho, e grandes cadeados de metal.

Eu penso que até as chaves eu guardei em lugar que eu me esforcei pra esquecer, e pra ser sincero, de verdade mesmo, até consegui.

Mas hoje penso diferente, é agradeço aquele "eu" que nunca gostei por não ter jogado as chaves fora.

E hoje eu posso tranquilamente descer todas as escadas atravessar todas as portas, abrir todos os báus... E ainda voltar rindo daquele monte de coisas cheias de teia de aranha.

E como eu rio...

Enfim, eu apresento a você a gaveta das lembranças...

Aquele báu (que todo mundo tem) onde se encotram as fotos, textos, presentes, e várias coisas antigas, que agente nunca joga fora.

E hoje eu trago um texto da "Gaveta das Lembranças".

Um texto de um caderninho onde eu escrevia poemas na 6ª série =D
Aliás, na epóca eu tinha tanto medo de que as pessoas encontrassem esse caderninho que eu pensei em rasgar e queimar =D
Eu pensei tanto em rasgar e queimar, que realmente acreditei que tinha queimado xD
Bom, um belo dia eu encontrei o caderno que tinha certeza que havia queimado O.o
Que bom! Ainda bem que eu não queimei ^^

Eita! Mas pensar que eu já quis queimar esse caderno com medo de que alguem visse, e hoje eu ponho na internet xD

Mas eu mudei mesmo...

(Porém ainda dos muitos textos do caderno, a esmagadora maioria eu pensei: esse eu nunca vou por no blog =D)

Mudei... Mesmo?

Origens

De um sorriso,
Nasce um beijo.
De um beijo,
Nasce um amor.
De um amor,
Nasce uma lagrima.
De uma lagrima,
Nasce a tristeza.
Da tristeza,
Nasce um sorriso...

E segue o original scaneado =D

(risos)

Esse foi um dos melhores poemas que encontrei no caderninho ^^

A grande maioria são baseados em letras de músicas xD

Ah! Eu não queimei o caderno, mas eu risquei as partes onde eu escrevia a dedicatória...xD
Nem lembro quando fiz isso...

Se você conseguir ler o que está escrito através dos riscos, me avise ;)

Eu consegui ler uma parte, que diz - Março/2004






















Bom, eu buscava uma música antiga pra postar junto com a gaveta das lembranças...
Eu lembrei de uma muito bonita, originalmente instrumental.
Eu encontrei uma versão com vocais dessa música (por fãs), achei que ficou linda!
Então deixo ela de presente a vocês hoje, muito bonita mesmo =D
Meus parabéns a quem fez...



Grande abraço a todos.
Oito.

domingo, 2 de agosto de 2009

Reminiscências..

Boa tarde ^^
(Acho que é a primeira vez que digo, boa tarde, eu quase sempre escrevo de madrugada)

Enfim, novidades *o*
Eu vou abrir uma nova seção no Blog ;)
O nome? Reminiscências...
A idéia, e voltar a infância (ontem? =D)
Aos grandes! E bons momentos...

Um cara que foi um grande amigo meu, e que vai aparecer em uma das fotos do post de hoje, foi um dos grandes impulsos para esta idéia.
A última vez que nos vimos foi a quase dez (longos?) anos.
Ontem, ele me achou no Orkut O.o Foi uma grande (e boa!) surpresa.

E olhando fotos, me parece que as coisas realmente (não) mudaram.
Enfim, mexendo em armários eu acabei encontrando fotos, e outras coisas antigas...
Que pensei, tenho que por no blog!
Então, cá estamos ^^
E que começemos \o/ Com as tais,

Reminiscências...
















(Clique para aumentar ^^)