Nosso Castelo de Cartas

Nosso Castelo de Cartas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dama de Copas













Esse post pode fazer pouco sentido para todos, mas... Faz muito sentido para mim.

Quatro de paus me entregou esse cartão hoje.

Me traz lembranças...

Eu gostei, obrigado ^^

Vai pra gaveta das lembranças =)

Agora, voltemos ao ínicio

Tudo em um grande círculo.
Agora, voltamos ao ínicio
Sagrado começo
Amado fim
Intermináveis correntes de destino
Embraçam-me as pernas e os braços

Decido eu voltar
Para poder prosseguir
Agora, voltemos ao ínicio
Onde tudo começa e termina
E fecha-se o ciclo.

Eu abro a porta desse Nosso Castelo de Cartas.
Eu tiro a Dama de Espadas,
A primeira carta do baralho.
Eu tiro as mãos do papel
E escrevo, no coração

As areias do tempo se mexem
Com num ciclo infinito
Novos creúspuculos virão
Novas Auroras,
Também.

A ampulheta parou,
E hora de vira-lá novamente
O barco parte,
É preciso seguir em frente.

O vento uiva,
Partimos a todo velocidade.
Partimos para o final,
O mesmo ínicio.

Se eu deitar aqui,
Se eu apenas deitar aqui
Você deitaria comigo?
E esqueceria do mundo?

Amanhã,
Será lua cheia.

É o começo?
É o fim?

Na verdade...
É um só.

Ao fim da estação.

As mãos sobre o corrimão da escada rolante, ele usava luvas, uma calça jeans, tênis e blusa preta.

Ele andava naquela mesma estação todos os dias. E hoje era um dia tão igual quanto ontem, e tão diferente quanto amanhã.

Ao fim da estação havia um corredor escuro, curioso o garoto sempre quis saber o que havia lá.

Hoje, ele resolveu olhar um pouco mais de perto...

E haviam luzes.

"Now I Known, without a doubt! Kingdon Hearts is Ligth!"

Distante.

Eu ouço o som do vento, distante.
Eu lembro do teu rosto, que eu costumava observar.
Eu o via literalmente junto as luzes da noite.
Eu não consigo mais ver a lua cheia da janela do meu quarto.

Tudo que eu queria agora
Era tocar as conchas do mar
Em minhas mãos.

"But I want to see this, with Yuna by my side"

- Está aberta a nova seção: "Um pensamento, uma linha, uma estrofe, uma imagem" -

domingo, 25 de outubro de 2009

O retrato da poesia

A poesia é livre,
Quebra os ventos num bater de asas
De um passarinho azul

A poesia é pergunta
É resposta
É angústia, desabafo.

É tentar por imagens,
Em palavras.

É tentar tornar palavras,
Imagens.

É a busca por inconstância.
É pesar a razão,
E a emoção.

É encontrar um equilíbrio
Entre as ondas e a lua,
Entre a prosa e o verso.
Entre o que se sente
E o que não se sente.

É dizer
Eu te amo
Com sinceridade

É abraçar sem ver
Sentir sem tocar
É pensar
No que falar

É se esforçar
Pra descrever
O que não dá
Pra escrever

A poesia é livre
Como um peixe no mar

É sorriso, é olhar.
É estar.

A poesia corre sem rumo
Na beira da praia

O seu destino é incerto
E ninguém sabe de onde partiu
Mas o que importa de verdade
É seu passar
É lembrar

O retrato da poesia
É céu.
Sem explicação,
Simplesmente assim.
Céu,
Sem começo, sem fim.

A poesia,
Simplesmente é.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A terra mágica

A terra mágica se abre
Aos eternos aventureiros

Sua beleza atinge a lua de prata
Que derrama sobre o mar
Seus raios de cristal

Mar azul, mar verde. Vermelho
Como a chama que eu trago
Em meu coração flamejante

Como as faíscas que brotam
Das espadas que se chocam

Os cavalos tremem o chão
Os exércitos confrontam-se

Mas apenas o herói
Com a coragem em seu coração
Pode enfrentar o majestoso dragão
Pode cortá-lo com sua espada dourada
Pode vencê-lo com a vontade
Que carrega em suas mãos.

Seus companheiros o curam
O resguardam.
Eles são seu escudo, sua armadura.
Mais que isso
Eles chegam a ser parte
Dele mesmo.

Eles chegam a ser armas
Em sua mão.
Eles podem até morrer,
Mas nunca em vão.

Morte, que caminha ao teu lado
Oh! Aventureiro!
Ela és tua companheira
Ela estás contigo por todo o tempo
Por toda a eternidade.
Pode vencê-la?
Não.
E tu podes morrer?
Também não.

Então a ti, só resta um único caminho
Tu irás lutar...
Eternamente.

Na terra mágica dos duendes
Dos elfos, e dos anões.
Dos gigantes, dos dragões.
Das fadas, dos príncipes, dos reis...
Das princesas.

A esta terra por inteira
Tu irás atravessar
Oh! Herói!
Oh! Aventureiro!
Teu mestre te ensinou!

Carrega contigo a vontade flamejante,
Em teu coração.
Carrega teus companheiros do teu lado.
Carrega a tua espada
Com as duas mãos.

Tu que cruzas a rosa dos ventos
Que atravessa terras e mares
E não por satisfeito,
Vai à lua.

Tu que brindas a amizade,
Ao amor, a coragem,
A vida e a morte.
Subjuga-a. Porém nunca a subestime.

Porque mesmo de tu
Tudo podes ser tirado
Porque mesmo tu
Poderás ser derrotado.

Mas apenas se esquecer...
Que em teu coração
Resta um sentimento
Impenetrável
Que em teu coração
Dorme uma lembrança
Inabalável

Tu herói!
Que sempre há de vencer!
Vivo ou morto!
Nunca te esqueças!

A fantasia final
Há de prevalecer.