Nosso Castelo de Cartas

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sábado, 13 de agosto de 2011

Sobre inversão de valores.

Já perceberam que vivemos em uma sociedade onde os valores estão invertidos de uma forma a qual chegamos ao ponto de disputar quem é mais desagradável?

Ou vocês nunca passaram por uma situação onde amigos, disputavam entre si quem “dava melhores cortadas” um no outro ou onde brigavam pelo título de “o cara da turma que mais zoa com os outros” que é geralmente o mais valorizado.

Pois é, hoje dar o lugar para os outros virou estupidez, ou você nunca se pegou com medo, receio ou envergonhado do que os outros iam pensar quando você resolveu fazer uma boa ação?

Quem faz trabalho voluntário “Putz que burro, o quê você ganha com isso?” E até mesmo com amigos ou em relações amorosas te perguntam “O que você ganha com isso?”

Hoje em dia dar algo sem receber nada em troca é burrice. E dar algo sem esperar nada em troca é utópico.

E de repente virou tudo sobre ganhar, sobre levar vantagem. Sobre atropelar seres humanos iguais a você se você pode ganhar algo em cima disso.

Porque o cara “bom” “massa” “muito doido” é aquele que pega um monte de mulheres e não aquele que resolve estar com uma só.

Porque as pessoas vistas em primeiro lugar na sociedade são vistas pelo que têm e não pelo que são. E não importa o que você tenha sacrificado, e sobre quais valores você tenha passado por cima pra conseguir esse dinheiro.

Vivemos numa sociedade onde não se pode mais nem confiar na palavra das pessoas.

Desde pequeno eu sempre fui do contra, se todos jogavam futebol eu jogava videogame. Se todos insistiam no que tocam por aí e chamam de música, eu não largava a mão de escutar piano. Quando eu era pequeno, eu escrevia poemas num caderninho e guardava pra ninguém nunca ver porque era coisa de menina.

Pois eu escrevo mesmo! Escrevo rídiculas cartas de amor.

E sou do contra mesmo! E vou continuar sendo!

Porque se ser certo nessa sociedade e levar vantagem em cima dos outros, é disputar quem xinga mais, é vender qualquer coisa por dinheiro, é fazer tudo pra si mesmo.

Eu vou ser errado, e com orgulho.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre gostar do novo, sem deixar de gostar do antigo.

Essa é uma das claras características do antigo. Gostar dos dois lados da moeda.

Eu sempre achei estranho pessoas que gostam de branco, e por isso não gostam de preto. Por que eu não posso gostar de passar horas sentado jogando videogame e ao mesmo tempo gostar também de passar horas andando de bike, jogando basquete ou subindo montanhas ?

É proibido gostar de dormir às vezes 10h seguidas, e ao mesmo tempo gostar de dormir só 4h ou 5h pra poder aproveitar melhor o dia?

E as pessoas que não conseguem misturar doce e salgado então? Qual é o problema de comer a sobremesa primeiro e depois o almoço? Se você nunca comeu batata frita com milk shake não sabe o que está perdendo.

Eu mudei, na verdade acredito que mudamos todos os dias. Agora meu grande atual problema da mudança é: sempre que olho pra trás eu lembro que gostava muito do cara que eu era. E eu fico me perguntando porquê mudei então, e fico me perguntando se eu não deveria voltar a ser como antes.

Agora isso vira um grande problema mesmo é quando eu começo a pensar que também gosto do cara que sou, é claro, os dois caras tem um monte de defeitos e uma porrada de coisas que me esforço pra melhorar mas o saldo final nem é tão ruim assim.

Mas então qual dos dois? É simples, fico com os dois.

Eu sempre gostei dos dois lados da moeda.

Eu penso que as melhores mudanças, não são quando você muda completamente, mas sim quando mantém as características boas e muda apenas as ruims.

Eu gosto de escrever, e isso é uma das coisas que eu tenho medo de perder entre as mudanças. Então prefiro ser o cara novo, mas que ainda escreve.

Então não quero tomar partidos, não quero ter que ficar de um lado ou de outro.

Enquanto puder ter os dois, escolho os dois. Quando não der eu trabalho nisso.

E se eu disse no início do texto que esta é uma das claras características do antigo, e que gosto e faço questão dela, talvez eu nem esteja mudando tanto assim. Só crescendo um pouco.

Mas sem nunca deixar de ser criança.

Uma dose de céu aqui garçom, por favor. E uma de pena e tinta também.

Era exatamente o que eu estava precisando.

sábado, 9 de abril de 2011

Sobre drogas. A falta delas. E sobre se acostumar.

Drogas.

Obviamente eu não estou me referindo literalmente, mas por "drogas" nesse texto eu me refiro a algo viciante, apaixonante.

Eu acho que tudo começou com meu último relacionamento, o fim dele. E quando eu decidi que me apaixonar era algo ruim.

E por decidir mudar, mudei. Eu sempre me apaixonei demais e muito facilmente. Então o objetivo era esse: não me apaixonar.

E consegui. Consegui de verdade, nas vezes em que eu me senti tentado a me apaixonar eu desviei, me fechei, esqueci. E por vontade, evitei me apaixonar e consegui.

Até aí tudo bem mas como o ser humano é por natureza inconformado, depois que consegui exatamente o que eu queria surgiu o problema.

A minha mudança intencional saiu do controlhe.

E de não me apaixonar por pessoas, hoje eu cheguei a conclusão que não estou me apaixonando por nada.

E isso é ruim.

"Nunca crie expectativas" Eu dizia.

Pois é, o problema é quando você se acostuma.

Você passa realmente a não criar mais expectativas e se acostuma as coisas a darem errado, ou certo, tanto faz, você não criou expectativas mesmo.

Pois é, você se acostuma.

E quando você se acostuma a falta de drogas é um problema.

Acho que é melhor vez ou outra ter suas expectativas frustradas do que não criar nenhuma.

Meu nome é 8, estou livre das drogas a 1 ano.

E hoje, preciso de uma dose.

Uma dose de qualquer coisa que me empolge, que me faça correr atrás com vontade. Que me encha a cabeça o dia inteiro.

Preciso de uma dose de qualquer coisa que me apaixone.

O problema é que, louco pra me livrar desses vicíos. Eu tentei desesperadamente jogar essas coisas apaixonantes fora.

E agora, temo ter conseguido.

Alguém me vê uma dose de qualquer coisa aí. Por favor?

domingo, 27 de março de 2011

Sobre voltar no tempo.

"Eu queria poder voltar no tempo."

Eu vi essa frase em um seriado hoje, e me veio a cabeça a velha discussão batida, sobre voltar no tempo, e me deu vontade de escrever sobre.

Eu não queria voltar no tempo.

Porque? Bom porque eu sou um cara realista, e acredito em todos aquelas paradas de "Sci-fi" de que alterar o passado mesmo que um pouco só que seja, mesmo que um pequeno fato só pode mudar completamente o seu presente.

E eu gosto do meu presente, sempre gostei.

Claro, a minha vida não é superultramegablastermuitodoidaadorodemais mas eu gosto dela.

Eu gosto de quem eu sou. E acho que cada detalhe do meu passado contruiu quem sou hoje, e não gostaria de mudar isso.

Então, se eu realmente pudesse escolher entre voltar no tempo ou não, tenho praticamente certeza de que não voltaria.

Até porque aposto que na tentativa de melhorar as coisas, eu acabaria piorando tudo.

Mas nem era isso que eu queria dizer.

Todo mundo já pensou em voltar no tempo alguma vez.

Eu já desejei profundamente voltar no tempo e mudar algo. Mas é o tipo de coisa que passa.
Você pode passar, dias, meses, até anos talvez, pensando em voltar no tempo, em mudar algo, em como as coisas podiam ser diferentes.

Mas uma hora passa. No geral você se acostuma, percebe que aquilo já passou e que as coisas estão bem como estão.

Não era o caso do personagem.

A esposa dele havia morrido, e pelo desespero dele nota-se que ele à amava muito.

Então, posso estar errado, mas a possibilidade de que esse personagem passase a vida inteira querendo voltar no tempo era bem grande.

Eu acho que existe uma diferença absurda entre querer voltar no tempo, e essa vontade passar um dia. E querer voltar no tempo e essa vontade não passar nunca.

É tipo uma grande linha que corta sua vida e partir desse momento as coisas mudaram. Mudaram tão bruscamente e de uma forma tão horrível que você vai querer voltar no tempo a vida inteira simplesmente desejando que elas não tivessem mudado.

Então existem 2 tipos de "vontade de voltar no tempo" a normal, que todos temos várias vezes, e que passa.

E a segunda onde passamos a vida inteira com "vontade de voltar no tempo" não importando as consequências disso, aliás nem conseguimos pensar nas consequências, por que seja lá o que tenha acontecido foi tão ruim que na 1ª oportunidade de voltar no tempo, você voltaria.

Eu nunca tive a segunda "vontade de voltar no tempo".

Nem desejo isso pra ninguém.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Postagem clássica de 4 de janeiro (no dia 2)

Bom, na verdade estou escrevendo isso no dia 02 de janeiro, porque é domingo e domingo são dias puta chatos que não tem nada pra fazer. A não ser que você more no litoral, aí você pode ir a praia no domingo.

Eu nem reparei, mas já faz uns bons quase dois anos que escrevo por aqui. Apesar da contínua diminuição no número de postagens, de 1 por dia a 1 por mês ou até meses sem postar não gosto disso, mas pelo menos consegui manter um blog "vivo" por quase dois anos e considero isso uma vitória.

Eu mal lembro o que escrevi no último 4 de janeiro, mas a verdade é que com certeza grande parte do que escrevi era referente a uma garota, o amor ocupa mesmo grande parte dos seus pensamentos e como são eles que acabam sendo escritos aqui, dá nisso.

Hoje não, desde a última história, que não terminou em felizes para sempre eu passei um bom tempo sem acreditar no amor, o lado ruim dos relacionamentos ficou impregnado na minha cabeça e eu acreditava que se viessem com todas aquelas coisas ruims era melhor ficar sem as boas mesmo e eu estava muito bem sozinho.

Mas sabe, um ano depois com a cabeça finalmente fresca e sem aquele monte de sentimentos que te atrapalham pensar eu finalmente posso ver a coisa de fora e analisar a situação um pouco mais racionalmente. Eu acho que eu coloquei muito a culpa no mundo, na pessoa, na situação e pensei pouco que boa parte da culpa era minha também, e se as coisas não deram certo boa parte da culpa foi minha que não consegui fazer com que dessem. Mas é isso aí, passou. O bom é que aprendi um bocado com esse último relacionamento.

Bom se essa postagem era pra falar de 2010 eu tô enrolado mesmo, porque estou em janeiro ainda.

O 1º semestre de 2010 na facul, foi tranquilo, só aquele desespero normal e nada demais. O 2º não, esse está sendo mais do que tenso desde o início e como eu já previa apesar do meu esforço realmente não sei se vou conseguir passar dessa vez.

Consegui um bom emprego, de professor, realmente gosto do que faço e parece que vou acabar trabalhando com isso mesmo.

Não fui ver meus amigos distantes no meio do ano, o que resultou numa boa saudade deles no fim do ano. E eu descobrindo que tem certas pessoas que passam pela sua vida pra ficar mesmo. Não importa o quão longe você esteja delas.

Acho que li poucos livros. Em compensação uns bons mangás, joguei poucos jogos, fiz poucos exercícíos, aprendi pouca coisa, me apaixonei pouco, comprei poucas coisas, estudei pouco, escrevi pouco e... PORRA! Vou parar por aqui, porque no lugar de ficar listando as coisas que fiz pouco vou AGORA tomar as decisões de que se nesse ano que se passou teve tantas coisas que fiz pouco. Esse ano farei todas essas coisas MUITO.

Verdade, esse ano eu usei demais a desculpa que não tinha tempo pra isso, que não ia começar isso pra não terminar, que dessa vez preferia não fazer isso, que ia deixar tempo pra aquilo lá. Cabou que esse ano de 2010 me parece ao menos ter passado puta em branco. Pena eu não ter reparado nisso antes.

Então, cabando o assunto de 2010. Vou me concentrar em 2011 agora. E vou fazer uma promessa só. Em 2011 prometo mais. Vou fazer mais exercícios, e comer mais também, vou estudar mais, vou aprender mais, vou me apaixonar mais, vou encarar mais, me aventurar mais. E se eu esquecer por favor alguém me lembre, que eu vou precisar de mais memória também.

Ah! Na verdade essa é minha segunda promessa de ano novo. A primeira foi "quebrar a tradição dos 1º de janeiros, que tem sido chatos e ruins" o meu proxímo 1º de janeiro vai ser MAIS.

Grande abraço a todos.
As promessas foram feitas, agora me cabem cumprir.

E eu vou postar isso hoje mesmo! Porque não postar mais cedo?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Eu disse que voltaria.

Andando de bicicleta eu me perguntava por que eu deixei de fazer isso.

A verdade é que eu amava os velhos tempos, há... Aquela Saudade dos dias passados. Onde eles ficaram? Por que eu mudei? Por que eu já não vivo mais neles. Isso é triste?

Depende. Você trocaria o que você vive hoje para voltar a viver os tão bons dias do passado?

Não, nunca. Eu amo o que vivo hoje, e não trocaria por nada, por mais que goste do passado.

Então se arrepende do passado e o trocaria por aquilo que vive hoje?

Não, eu não trocaria meu passado por nada, por mais que eu ame muito o que vivo hoje.

Então qual é a dúvida?

Nenhuma. O segredo é gostar de viver.

O segredo é gostar do que se vive.

Ou viver do que se gosta.

Do sol a lua, do céu ao mar num só dia.

permaneça com os pés na terra e olhar nas nuvens.

O céu nunca é o mesmo, há sempre algo novo pra se ver.

Eu disse que voltaria.

sábado, 5 de junho de 2010

Assinado: aqueles que não choram nos funerais.

Uma pássaro pode cair, se for para aprender a voar.

Um guerreiro pode cair, se sua lenda tornar-se eterna.

Uma montanha pode ser derrubada, se em seu lugar construírem algo mais belo.

O sol pode descer, pra dar seu lugar a lua.

Um homem pode morrer, se deixar sua vida marcada no coração daqueles que amou.

Prometa-me: "Nada serás em vão"

Você pode parar de sorrir, se... Não, você não pode parar de sorrir.

Prometa-me: "Não desistir"

Você pode deixar de lutar, se... Não, você não pode deixar de lutar.

E você pode amar quando... Quando você quiser.

Se tiver de morrer, que seja em nome da vida.

Lembre-se: um homem pode cair. Se souber se levantar.

E não esqueça de amar, lutar, de sorrir.

Não esqueça da sensação. "Eu vivi".

Prometa-me: "Não se arrepender do que fez."

Assinado: aqueles que não choram nos funerais.

Felipe.
Eliza.
Leandro.
Iraci.
Cadu.
Inês.
Deógenes.
André.
Drica.
Emanoel.

Nunca deixe pra depois.

Prometa-me: "Nada serás em vão"

Que eu prometo te encontrar.

E onde quer que eu esteja.

Serão lágrimas de felicidade.

domingo, 30 de maio de 2010

Ana, a garota que nunca ganhou um ursinho de pelúcia.

Nove horas, manhã, curso de inglês... Francês, alemão, espanhol... Japonês? Sei lá que língua era.
Sei que era a boca dela. Ana. Cabelos castanhos, olhos claros. Ana. Calça jeans, blusa branca. Queria vê-la de vestido. Ana e o mar, mar e Ana. Ana e a lua... Luana.
Sorrisinho.
Desenhava flores e corações em seu caderno.
Ana e o céu...?
Ana era flor branca, luz em sua volta. Como lua cheia em céu azul, cheio de estrelas.
Joga um papel no lixo.
A aula era irrelevante. Ela falava pouco, eu muito.
Se eu estivesse lá.
Ana, meu telefone. Ana e cartas, flores. E ursos de pelúcia.
Ana tinha um namorado.
Puta-sem-graça, daqueles que não dão flores, cartas nem ursinhos de pelúcia. Daqueles que não dizem eu te amo, ou quando dizem, mentem.
Ana tinha um amigo, e ele era meu amigo também.
Ana estava apaixonada pelo meu amigo. Ele prometeu dar a ela flores, cartas e um ursinho de pelúcia.
Ele não estava apaixonado por ela.
Ele estava apaixonado por Mayan.
Eu me perguntava se ele dava à Mayan flores, cartas e ursinhos de pelúcia.
Se eu estava apaixonado por Ana?
Eu nunca a vi.
Mas eu com certeza me apaixonaria se a visse.
Ana, uma garota que nunca ganhou cartas, flores ou um ursinho de pelúcia.
Sabe, a primeira vez que eu dei uma flor a uma garota eu devia ter uns 9 anos.
Eu queria dar uma flor a Ana.
Mas meu amigo nem vai deixar, ele é mal.
Sorrisinho.
Ana e o mar.
Sorrisinho.
Ana.
Vou te encontrar.
Flores brancas, com a luz da lua cheia ao redor.
Descem em folhas brancas, com a luz da escrivaninha ao redor.
Tornan-se tinta. Tornan-se eternas.
Tornan-se Ana.
Ana e o mar, mar e Ana.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rascunho 9,384

Meia noite, quarto pequeno, a meia luz. Ele era o homem que contava história com os olhos. Amante das horas de ouro. Admirador de flores. Sonhador muito, ambicioso pouco. Gostava de andar a pé. Sentado lá do alto, buscando as luzes da cidade grande. Chovia.

Escrever é igual chuva, quando tem que chover simplesmente chove e pronto, que nem escritor, quando tem que escrever simplesmente escreve e pronto.

Quando não chove...Paciência.

sábado, 10 de abril de 2010

Diário de um poeta sem pena, ou tinta.

Sábado, 10 de Abril de 2010. Nada mais parece fazer sentido.

Ele morreu, já nem sei mais a quanto tempo. Os dias passam como areia que se arrasta pela ampulheta claustrófobica. O mundo é uma prisão.

Eu digito o texto e minutos depois ele surge do nada na tela. Meu computador me dizia que era 1º de Maio, e eu quase acreditei. Ps. - de 2006.

Ele morreu. E fui eu que o matei. Agora é tarde demais. Como a sombra da minha alma que vaga sem sentido por qualquer lugar, me despeço.

Vou deixar essa máquina de datilografar aqui. Sozinha. Não há muito que possa fazer por ela. Mas ela me permitiu deixar nas estrelas as minhas últimas palavras de Adeus. Ele caminha só. O azul de seu céu, de seu teto está perdido. E o asfalto nos seus pés, o gesso em sua cabeça, o tiraram a liberdade.

Sem mover-se um metro. Ele foi de Everest à Viagem ao Centro da Terra. Porém esqueceu-se do novelo de Ariadne.

A prata que se alinha gradualmente chega ao seu fim.

Sua espada, fincada na terra.

Descanse em guerra. As palavras em sua lápide

Começa a busca pela pena da fênix.

Porque todo fim, é um começo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Às vezes, é preciso ser imortal.

Eu morri.
Foi tipo um assassinato... Bem vagaroso bem doloroso.
Eu morri.
Mas não foi a primeira vez...
Isso é tudo que você tem?
Então, pode me matar mais umas duas vezes essa semana.
E eu vou simplesmente levantar de novo.

Ele levanta.
Sangue nas mãos, sua blusa branca complemente manchada. Ele arranca a faca do peito, joga no chão. O sangue jorra.
Então ele dá as costas, e parte. Passos firmes, lágrimas nos olhos.
Mão fechada.
Ele começa a correr, às vezes é preciso correr.
As vezes é preciso dar as costas.
Nem doeu tanto assim doeu? Foi só mais uma queda.
E o que é uma queda pra quem já caiu tantas vezes?
E o que é uma morte?
Havia uma rosa no meio do caminho.
Será que era apenas mais uma rosa comum?
Eu não sei, mas eu estou deixando minhas dúvidas, para trás.

Levante-se.
Não precisa correr mais, você já está longe.
Olhe o horizonte, só existe uma estrada: pra frente...
Já da pra sentir cicatrizando.

Às vezes, é preciso ser imortal.
Mesmo que você não seja.
Ás vezes simplesmente é preciso ser.

É... Você tem que deixar o seu passado para trás.
Olha aqui, coisas ruins acontecem, e ninguém pode fazer nada pra evitar, certo?
Certo...
Errado!
Quando o mundo vira às costas pra você... Você vira as costas para o mundo!
Mas... Não foi isso que me ensinaram.

Então talvez precise de uma nova lição.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Eu lesistilia?

Agola, eu não sei o que acontecelia se encontlasse o sansão sem a Mônica.

Eu lesistilia?

Ou as minhas mãos ganhaliam vida plóplia?

Eu vou lesistir! Tenho uma causa!

Afinal, sou um homem ou um legume?

(Cebolinha)

E quando suas mãos ganham vida própria?

Quando as coisas acontecem sem que você queira.

Quando você perde o controlhe da situação.

Você resistiria?

....


Afinal, sou um homem ou um número ?

(Oito)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sonhando acordado

Ele atende o telefone.
- Quem é?
- Você já sabe.
Ele faz cara de... “Você de novo”.
E escuta o mesmo “blá blá blá” de sempre.
É como uma caverna escura e sombria.
Onde não se vê um palmo a frente do nariz.
Chove.
É você está deitado na lama.
A água faz esforço pra fechar teus olhos.
Você os mantém abertos.
Sem saber porquê.
Mas os mantém abertos.
O som do vento, misturado com os pingos d’água caindo.
Lembra-te um solo de piano.
E te faltam até palavras, pra dizer qualquer coisa.
Numa tentativa desesperada, você pega um papel, coloca numa garrafa de vidro, e joga no mar.
O papel está em branco.
Mas ainda te resta a esperança de que alguém escreva algo nele, e jogue de volta no mar. E você o encontre.
É tipo, uma chance em 6 bilhões.
Levante-se, e continue correndo.
A chuva não vai parar.
Mas, simplesmente continue correndo.
Run Forrest, Run.
Keep running.
Chegue a qualquer lugar.
Ele acorda.
Nada é apenas um sonho
Tudo é apenas o mesmo erro.
Cometido mais umas muitas vezes.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um pensamento pra sempre.

Pra sempre é uma expressão que chega a ser engraçada.

Ela reflete a ingenuidade do significado atribuído pelas pessoas à "certeza".

Assim como sempre, nunca, tudo, nada. Ou uma certa expressão com três palavras.

Eu tenho minha própria definição de "pra sempre", que eu acho bem difícil de explicar.

É como se eu soubesse que o "pra sempre" vai acabar. Mas ainda assim, ele não deixa de ser pra sempre.

É como se um relaciomento de vinte anos, e um olhar de um segundo. Os dois podem ser "pra sempre" e sim, eles terminam.

Mas nunca deixaram de ser "pra sempres"

O legal disso é poder dizer que você será feliz pra sempre, que vai amar pra sempre.

E ter a certeza que está sendo sincero.

E enquanto qualquer um vê algo que deveria ter durado "pra sempre" acabar, entra em desespero e guarda mais uma lembrança triste.

Eu olho pra qualquer coisa que passou, e tenho a certeza que durou pra sempre.

Dias "pra sempre" felizes a todos vocês.

Adeus.

Oito

domingo, 29 de novembro de 2009

Apenas mais um pensamento.

Perdido.

Tentando procurar os degraus onde pisar.
Agora é tarde pra voltar atrás.
E seguir em frente muitas vezes parece ser ainda mais difícil do que sempre foi.
No vazio das escuridão eu mal consigo ver minhas próprias mãos.
Frias

Os olhos buscam um ponto iluminado
Procura infindada.
Os sentimentos te afogam,
E te salvam.

Dificil é conseguir te ver de cima de si mesmo.
Ainda mais quando tudo está escuro.

Triste,
É a sensação de ser ninguém.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um pensamento...

Se eu deitar aqui.

Se eu apenas deitar aqui.

Você deitaria comigo e esqueceria do mundo?

(Chasing Cars - Snow Patrol)

E eu sigo pensando.

Que poucas palavras, dizem muita coisa.

sábado, 14 de novembro de 2009

Lições de vida (14/11)

Lições de vida (14/11)

Quando ver seu ônibus: corra.

Lembrar: nunca se arrependa daquilo que fez, mas sim do que deixou de fazer.

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Hoje, 3 itens foram adicionados a gaveta das lembranças.

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Surgimento do...

Entei no Dan:

Hachi, Landon, Izzy, Entei.

"Ima wa, daidjoubu desu"

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Kampai!

...

As três palavras que vou proferir...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A vida é uma laranja...

A vida é uma laranja, se você espremer com força o suco acaba logo.

Chupe aos pouquinhos.

Preoucupe-se pouco, faça o que puder.

...

"Glenn holds the Masamune in your hands, the sky shines with the light of a man who really knows your own fate. A mountain falls, before the feet of the true warrior and his sword."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tudo bom?

Não!

Ou talvez...Sim?

Ah! Sei lá...

Não é que "Não! Não está tudo bom!"

Mas também não é que "Sim! Está tudo bom!"

Na verdade mesmo?

Não, simplesmente... Não está tudo bom.

Não está de tudo ruim, mas também não está tudo bom.

Sabe qual é o problema?

Acho que é exatamente o fato de,

Não estar...

Não está nada!

Não, não está tudo bom.

Há cada vez menos gatos, e bolas de mouse por aí.

Onde foi mesmo que perdi?

Aquele sorriso da foto...

domingo, 8 de novembro de 2009

Da série... Felicidade é:

A barraca de crepes fechou.

Qualquer ficaria desanimado, desmotivado. Sem vontade de cantar uma bela canção.

Eis aqui o fundo do poço, onde desistir de tudo é a melhor saída. Eis o momento, onde qualquer homem desistiria, e apenas um tolo iria continuar.

Mas eu sempre fui um tolo.

Agora, eu faço meus crepes.