Fiz uma lista de trailers épicos do Youtube fan mades. Pena que nunca veremos esses filmes, mas com certeza meus parabéns aos autores, os trailers ficaram ótimos.
Espero que gostem! Grande abraço.
Oito
Sempre quis nascer pássaro.
Até que um dia eu descobri como os homens voam.
Escrevendo poesia.
Nosso Castelo de Cartas
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Postagem clássica de 4 de janeiro (no dia 2)
Bom, na verdade estou escrevendo isso no dia 02 de janeiro, porque é domingo e domingo são dias puta chatos que não tem nada pra fazer. A não ser que você more no litoral, aí você pode ir a praia no domingo.
Eu nem reparei, mas já faz uns bons quase dois anos que escrevo por aqui. Apesar da contínua diminuição no número de postagens, de 1 por dia a 1 por mês ou até meses sem postar não gosto disso, mas pelo menos consegui manter um blog "vivo" por quase dois anos e considero isso uma vitória.
Eu mal lembro o que escrevi no último 4 de janeiro, mas a verdade é que com certeza grande parte do que escrevi era referente a uma garota, o amor ocupa mesmo grande parte dos seus pensamentos e como são eles que acabam sendo escritos aqui, dá nisso.
Hoje não, desde a última história, que não terminou em felizes para sempre eu passei um bom tempo sem acreditar no amor, o lado ruim dos relacionamentos ficou impregnado na minha cabeça e eu acreditava que se viessem com todas aquelas coisas ruims era melhor ficar sem as boas mesmo e eu estava muito bem sozinho.
Mas sabe, um ano depois com a cabeça finalmente fresca e sem aquele monte de sentimentos que te atrapalham pensar eu finalmente posso ver a coisa de fora e analisar a situação um pouco mais racionalmente. Eu acho que eu coloquei muito a culpa no mundo, na pessoa, na situação e pensei pouco que boa parte da culpa era minha também, e se as coisas não deram certo boa parte da culpa foi minha que não consegui fazer com que dessem. Mas é isso aí, passou. O bom é que aprendi um bocado com esse último relacionamento.
Bom se essa postagem era pra falar de 2010 eu tô enrolado mesmo, porque estou em janeiro ainda.
O 1º semestre de 2010 na facul, foi tranquilo, só aquele desespero normal e nada demais. O 2º não, esse está sendo mais do que tenso desde o início e como eu já previa apesar do meu esforço realmente não sei se vou conseguir passar dessa vez.
Consegui um bom emprego, de professor, realmente gosto do que faço e parece que vou acabar trabalhando com isso mesmo.
Não fui ver meus amigos distantes no meio do ano, o que resultou numa boa saudade deles no fim do ano. E eu descobrindo que tem certas pessoas que passam pela sua vida pra ficar mesmo. Não importa o quão longe você esteja delas.
Acho que li poucos livros. Em compensação uns bons mangás, joguei poucos jogos, fiz poucos exercícíos, aprendi pouca coisa, me apaixonei pouco, comprei poucas coisas, estudei pouco, escrevi pouco e... PORRA! Vou parar por aqui, porque no lugar de ficar listando as coisas que fiz pouco vou AGORA tomar as decisões de que se nesse ano que se passou teve tantas coisas que fiz pouco. Esse ano farei todas essas coisas MUITO.
Verdade, esse ano eu usei demais a desculpa que não tinha tempo pra isso, que não ia começar isso pra não terminar, que dessa vez preferia não fazer isso, que ia deixar tempo pra aquilo lá. Cabou que esse ano de 2010 me parece ao menos ter passado puta em branco. Pena eu não ter reparado nisso antes.
Então, cabando o assunto de 2010. Vou me concentrar em 2011 agora. E vou fazer uma promessa só. Em 2011 prometo mais. Vou fazer mais exercícios, e comer mais também, vou estudar mais, vou aprender mais, vou me apaixonar mais, vou encarar mais, me aventurar mais. E se eu esquecer por favor alguém me lembre, que eu vou precisar de mais memória também.
Ah! Na verdade essa é minha segunda promessa de ano novo. A primeira foi "quebrar a tradição dos 1º de janeiros, que tem sido chatos e ruins" o meu proxímo 1º de janeiro vai ser MAIS.
Grande abraço a todos.
As promessas foram feitas, agora me cabem cumprir.
E eu vou postar isso hoje mesmo! Porque não postar mais cedo?
Eu nem reparei, mas já faz uns bons quase dois anos que escrevo por aqui. Apesar da contínua diminuição no número de postagens, de 1 por dia a 1 por mês ou até meses sem postar não gosto disso, mas pelo menos consegui manter um blog "vivo" por quase dois anos e considero isso uma vitória.
Eu mal lembro o que escrevi no último 4 de janeiro, mas a verdade é que com certeza grande parte do que escrevi era referente a uma garota, o amor ocupa mesmo grande parte dos seus pensamentos e como são eles que acabam sendo escritos aqui, dá nisso.
Hoje não, desde a última história, que não terminou em felizes para sempre eu passei um bom tempo sem acreditar no amor, o lado ruim dos relacionamentos ficou impregnado na minha cabeça e eu acreditava que se viessem com todas aquelas coisas ruims era melhor ficar sem as boas mesmo e eu estava muito bem sozinho.
Mas sabe, um ano depois com a cabeça finalmente fresca e sem aquele monte de sentimentos que te atrapalham pensar eu finalmente posso ver a coisa de fora e analisar a situação um pouco mais racionalmente. Eu acho que eu coloquei muito a culpa no mundo, na pessoa, na situação e pensei pouco que boa parte da culpa era minha também, e se as coisas não deram certo boa parte da culpa foi minha que não consegui fazer com que dessem. Mas é isso aí, passou. O bom é que aprendi um bocado com esse último relacionamento.
Bom se essa postagem era pra falar de 2010 eu tô enrolado mesmo, porque estou em janeiro ainda.
O 1º semestre de 2010 na facul, foi tranquilo, só aquele desespero normal e nada demais. O 2º não, esse está sendo mais do que tenso desde o início e como eu já previa apesar do meu esforço realmente não sei se vou conseguir passar dessa vez.
Consegui um bom emprego, de professor, realmente gosto do que faço e parece que vou acabar trabalhando com isso mesmo.
Não fui ver meus amigos distantes no meio do ano, o que resultou numa boa saudade deles no fim do ano. E eu descobrindo que tem certas pessoas que passam pela sua vida pra ficar mesmo. Não importa o quão longe você esteja delas.
Acho que li poucos livros. Em compensação uns bons mangás, joguei poucos jogos, fiz poucos exercícíos, aprendi pouca coisa, me apaixonei pouco, comprei poucas coisas, estudei pouco, escrevi pouco e... PORRA! Vou parar por aqui, porque no lugar de ficar listando as coisas que fiz pouco vou AGORA tomar as decisões de que se nesse ano que se passou teve tantas coisas que fiz pouco. Esse ano farei todas essas coisas MUITO.
Verdade, esse ano eu usei demais a desculpa que não tinha tempo pra isso, que não ia começar isso pra não terminar, que dessa vez preferia não fazer isso, que ia deixar tempo pra aquilo lá. Cabou que esse ano de 2010 me parece ao menos ter passado puta em branco. Pena eu não ter reparado nisso antes.
Então, cabando o assunto de 2010. Vou me concentrar em 2011 agora. E vou fazer uma promessa só. Em 2011 prometo mais. Vou fazer mais exercícios, e comer mais também, vou estudar mais, vou aprender mais, vou me apaixonar mais, vou encarar mais, me aventurar mais. E se eu esquecer por favor alguém me lembre, que eu vou precisar de mais memória também.
Ah! Na verdade essa é minha segunda promessa de ano novo. A primeira foi "quebrar a tradição dos 1º de janeiros, que tem sido chatos e ruins" o meu proxímo 1º de janeiro vai ser MAIS.
Grande abraço a todos.
As promessas foram feitas, agora me cabem cumprir.
E eu vou postar isso hoje mesmo! Porque não postar mais cedo?
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Revolta de 30 de dezembro.
TAPÃO
Acorda zé!
-Foram oficialmente 3 meses sem postar –
Cama velha de madeira, quarto branco meio empoeirado, meio sem nada. Travesseiro no chão lençol fino meio no corpo. Olhos quase abertos, apesar do susto ainda estava em processo de acordamento. Tipo quando você foi dopado depois de fazer algum exame no hospital. É, dormir é dorgas mano.
Mas se você imaginou um tapão na cara, errou. Foi na perna de Zé, que acordou no susto. O executor da tapa do lado da cama, com cara de "Já é tarde pra cacete!” Era Pedro seu irmão. Sim, a família era bem católica e eles tinham uma irmã chamada Maria.
- Agora por quê? Só voltando ao bater do teclado que eu consigo entender o quanto realmente gosto de escrever. E qualquer desculpa como "Estava sem tempo", "Dei prioridade a outras coisas", ou "Faltava inspiração" parecem todas não plausíveis em frente ao grande argumento que é "Gostar" por que gostar pra mim é ponto final. Gosta de escrever? Escreve. Cabou, sem discussão. -
Rosas.
Rosas. Era um jardim imenso de rosas, perfeitamente normal para o sonho de uma garota. Mas como era um garoto, se contasse pra alguém com o que sonhara diriam que era gay. Mas nem era. Será que homens não podem mais nem sonhar com rosas nessa cidade? Ele pensou.
Rosas. Era o cabelo rosado dela. Quando ele viu a garota de cabelo rosado sabia que estava sonhando. Mas nem era o cabelo rosado dela que lhe chamara atenção. Na verdade ele nem sabia se era a tatuagem em seu braço ou a de seu pescoço, o vestido dela, aqueles olhos que davam pra se perder dentro por uma vida inteira, seus lábios, sua pele, era realmente difícil definir que parte dela lhe chamava atenção. Mas essa era exatamente o tipo de garoto pela qual se apaixonaria perdidamente, essa, toda bela. Mas e existem garotas todas belas? É claro que não! Não nos apaixonamos por garotas todas belas. As garotas todas belas surgem no momento em que nos apaixonamos. Não se apaixona porque é bela é bela por se estar apaixonado.
Maria era muito bonita, deu a sorte na família, diferente de Pedro e Zé que eram bem feinhos na verdade. Deu que Pedro era loiro, dos olhos escuros e Zé era moreno dos olhos claros. E Maria tinha os olhos claros e era loira, mas Maria nem tava nessa história. Ela saiu de casa foi cedo e eu só falei dela mesmo pra você se confundir.
A história é sobre Zé, Pedro só o acordou com o tapão, gritou algo em seu ouvido e foi embora pra sala. Zé até escutou, mas 10 minutos depois já tinha esquecido, é tendencioso esquecer coisas que te falam no processo de acordamento.
- Está confuso? Pois se está que bom. Pois essa era exatamente a intenção. E eu sumo por 3 meses e resolvo dar as caras com um texto confuso desses. Mas que merda de escritor. A culpa não é minha, eu não decido o que escrever, escrevo; só. As coisas vão fazer mais sentido no fim, prometo! -
E Zé acordou, bem ou mal, acordou. Com aquela disposição de todos os dias. Disposição do tipo "disposto a voltar a dormir". Lavou a cara e fez aquela careta no espelho que a maioria esmagadora dos estudantes fazem antes de ir à escola. Por alguns segundos ele esqueceu, culpa do "processo de acordamento" que te deixa drogado. Mas agora já estava lembrado. Ah... Estava tudo bem agora, porque Zé lembrou que ESTAVA DE FÉRIAS. Ele correu feito um doido e...
Rosas. Sabe quando tudo fica confuso? Exato, quando você não tem noção se está sonhando ou acordado. Por mais que fosse uma garota de cabelo rosa. Era um sonho muito parecido com esses sonho-acordado, que você tem quase certeza de que está acordado mais na verdade está sonhando. Ou o contrário. Eu fico falando rosas o tempo inteiro porque "rosas" era a grande palavra do sonho. Tinha rosas pra todos os lados. Rosas monocromáticas, nem vermelhas, nem brancas, nem azuis, amarelas ou pretas. Eram rosas...Pleonásticas.
Rosas. Caindo do céu sem parar, era sonho. Era sonho mesmo. E se era sonho ele podia ir lá falar com a garota de cabelos rosados. E como era sonho ele ainda tinha uma certa quase-certeza que ia dar tudo certo. Ele deu um passo e outro, uma corridinha chegou perto, olhou ela bem fundo nos olhos, ela sorriu e...
TAPÃO
Disparou em direção a sala, pegou sua bola e zarpou pro meio da rua com a vontade que um peixe se joga no mar, esse era Zé. Bom, Pedro estava em casa, ficou jogando videogame, sempre foram muito diferentes mesmo. Mas não demorou muito e...
GOL
O grito de Zé não saiu da boca, saiu da alma. E como um quadro pintado sua imagem imortalizou-se Zé, o grande jogador.
FIM
- Mas se fosse pra escolher, eu seria amigo de Pedro. Porque jogar videogame é muito mais emocionante. -
Bom, a explicação que devia vir no começo, eu vou deixar pro final.
A minha intenção foi escrever 3 textos distintos, e jogá-los num só.
Onde os parágrafos começam com “Rosas” é o primeiro texto, que na verdade é o sonho de Zé, ele acaba em “TAPÃO” que é quando Zé acorda e passamos pro texto dele que são todos os outros parágrafos menos os entre traços, que são um terceiro texto que é o último, ou apenas comentários meus sobre tudo.
Na ordem natural, fica assim:
Rosas.
Rosas. Era um jardim imenso de rosas, perfeitamente normal para o sonho de uma garota. Mas como era um garoto, se contasse pra alguém com o que sonhara diriam que era gay. Mas nem era. Será que homens não podem mais nem sonhar com rosas nessa cidade? Ele pensou.
Rosas. Era o cabelo rosado dela. Quando ele viu a garota de cabelo rosado sabia que estava sonhando. Mas nem era o cabelo rosado dela que lhe chamara atenção. Na verdade ele nem sabia se era a tatuagem em seu braço ou a de seu pescoço, o vestido dela, aqueles olhos que davam pra se perder dentro por uma vida inteira, seus lábios, sua pele, era realmente difícil definir que parte dela lhe chamava atenção. Mas essa era exatamente o tipo de garoto pela qual se apaixonaria perdidamente, essa, toda bela. Mas e existem garotas todas belas? É claro que não! Não nos apaixonamos por garotas todas belas. As garotas todas belas surgem no momento em que nos apaixonamos. Não se apaixona porque é bela é bela por se estar apaixonado.
Rosas. Sabe quando tudo fica confuso? Exato, quando você não tem noção se está sonhando ou acordado. Por mais que fosse uma garota de cabelo rosa. Era um sonho muito parecido com esses sonho-acordado, que você tem quase certeza de que está acordado mais na verdade está sonhando. Ou o contrário. Eu fico falando rosas o tempo inteiro porque "rosas" era a grande palavra do sonho. Tinha rosas pra todos os lados. Rosas monocromáticas, nem vermelhas, nem brancas, nem azuis, amarelas ou pretas. Eram rosas...Pleonásticas.
Rosas. Caindo do céu sem parar, era sonho. Era sonho mesmo. E se era sonho ele podia ir lá falar com a garota de cabelos rosados. E como era sonho ele ainda tinha uma certa quase-certeza que ia dar tudo certo. Ele deu um passo e outro, uma corridinha chegou perto, olhou ela bem fundo nos olhos, ela sorriu e...
TAPÃO
Acorda zé!
Cama velha de madeira, quarto branco meio empoeirado, meio sem nada. Travesseiro no chão lençol fino meio no corpo. Olhos quase abertos, apesar do susto ainda estava em processo de acordamento. Tipo quando você foi dopado depois de fazer algum exame no hospital. É, dormir é dorgas mano.
Mas se você imaginou um tapão na cara, errou. Foi na perna de Zé, que acordou no susto. O executor da tapa do lado da cama, com cara de "Já é tarde pra cacete!” Era Pedro seu irmão. Sim, a família era bem católica e eles tinham uma irmã chamada Maria.
Maria era muito bonita, deu a sorte na família, diferente de Pedro e Zé que eram bem feinhos na verdade. Deu que Pedro era loiro, dos olhos escuros e Zé era moreno dos olhos claros. E Maria tinha os olhos claros e era loira, mas Maria nem tava nessa história. Ela saiu de casa foi cedo e eu só falei dela mesmo pra você se confundir.
A história é sobre Zé, Pedro só o acordou com o tapão, gritou algo em seu ouvido e foi embora pra sala. Zé até escutou, mas 10 minutos depois já tinha esquecido, é tendencioso esquecer coisas que te falam no processo de acordamento.
E Zé acordou, bem ou mal, acordou. Com aquela disposição de todos os dias. Disposição do tipo "disposto a voltar a dormir". Lavou a cara e fez aquela careta no espelho que a maioria esmagadora dos estudantes fazem antes de ir à escola. Por alguns segundos ele esqueceu, culpa do "processo de acordamento" que te deixa drogado. Mas agora já estava lembrado. Ah... Estava tudo bem agora, porque Zé lembrou que ESTAVA DE FÉRIAS. Ele correu feito um doido e...
Disparou em direção a sala, pegou sua bola e zarpou pro meio da rua com a vontade que um peixe se joga no mar, esse era Zé. Bom, Pedro estava em casa, ficou jogando videogame, sempre foram muito diferentes mesmo. Mas não demorou muito e...
GOL
O grito de Zé não saiu da boca, saiu da alma. E como um quadro pintado sua imagem imortalizou-se Zé, o grande jogador.
FIM
- Mas se fosse pra escolher, eu seria amigo de Pedro. Porque jogar videogame é muito mais emocionante. -
-Foram oficialmente 3 meses sem postar –
- Agora por quê? Só voltando ao bater do teclado que eu consigo entender o quanto realmente gosto de escrever. E qualquer desculpa como "Estava sem tempo", "Dei prioridade a outras coisas", ou "Faltava inspiração" parecem todas não plausíveis em frente ao grande argumento que é "Gostar" por que gostar pra mim é ponto final. Gosta de escrever? Escreve. Cabou, sem discussão. -
- Está confuso? Pois se está que bom. Pois essa era exatamente a intenção. E eu sumo por 3 meses e resolvo dar as caras com um texto confuso desses. Mas que merda de escritor. A culpa não é minha, eu não decido o que escrever, escrevo; só. As coisas vão fazer mais sentido no fim, prometo! –
E promessa é divída.
Espero que tenham gostado.
Me revolto me recuso a passar 4 meses em branco.
Último post de 2010.
Grande abraço,
Oito
*Sopra a carta*
Acorda zé!
-Foram oficialmente 3 meses sem postar –
Cama velha de madeira, quarto branco meio empoeirado, meio sem nada. Travesseiro no chão lençol fino meio no corpo. Olhos quase abertos, apesar do susto ainda estava em processo de acordamento. Tipo quando você foi dopado depois de fazer algum exame no hospital. É, dormir é dorgas mano.
Mas se você imaginou um tapão na cara, errou. Foi na perna de Zé, que acordou no susto. O executor da tapa do lado da cama, com cara de "Já é tarde pra cacete!” Era Pedro seu irmão. Sim, a família era bem católica e eles tinham uma irmã chamada Maria.
- Agora por quê? Só voltando ao bater do teclado que eu consigo entender o quanto realmente gosto de escrever. E qualquer desculpa como "Estava sem tempo", "Dei prioridade a outras coisas", ou "Faltava inspiração" parecem todas não plausíveis em frente ao grande argumento que é "Gostar" por que gostar pra mim é ponto final. Gosta de escrever? Escreve. Cabou, sem discussão. -
Rosas.
Rosas. Era um jardim imenso de rosas, perfeitamente normal para o sonho de uma garota. Mas como era um garoto, se contasse pra alguém com o que sonhara diriam que era gay. Mas nem era. Será que homens não podem mais nem sonhar com rosas nessa cidade? Ele pensou.
Rosas. Era o cabelo rosado dela. Quando ele viu a garota de cabelo rosado sabia que estava sonhando. Mas nem era o cabelo rosado dela que lhe chamara atenção. Na verdade ele nem sabia se era a tatuagem em seu braço ou a de seu pescoço, o vestido dela, aqueles olhos que davam pra se perder dentro por uma vida inteira, seus lábios, sua pele, era realmente difícil definir que parte dela lhe chamava atenção. Mas essa era exatamente o tipo de garoto pela qual se apaixonaria perdidamente, essa, toda bela. Mas e existem garotas todas belas? É claro que não! Não nos apaixonamos por garotas todas belas. As garotas todas belas surgem no momento em que nos apaixonamos. Não se apaixona porque é bela é bela por se estar apaixonado.
Maria era muito bonita, deu a sorte na família, diferente de Pedro e Zé que eram bem feinhos na verdade. Deu que Pedro era loiro, dos olhos escuros e Zé era moreno dos olhos claros. E Maria tinha os olhos claros e era loira, mas Maria nem tava nessa história. Ela saiu de casa foi cedo e eu só falei dela mesmo pra você se confundir.
A história é sobre Zé, Pedro só o acordou com o tapão, gritou algo em seu ouvido e foi embora pra sala. Zé até escutou, mas 10 minutos depois já tinha esquecido, é tendencioso esquecer coisas que te falam no processo de acordamento.
- Está confuso? Pois se está que bom. Pois essa era exatamente a intenção. E eu sumo por 3 meses e resolvo dar as caras com um texto confuso desses. Mas que merda de escritor. A culpa não é minha, eu não decido o que escrever, escrevo; só. As coisas vão fazer mais sentido no fim, prometo! -
E Zé acordou, bem ou mal, acordou. Com aquela disposição de todos os dias. Disposição do tipo "disposto a voltar a dormir". Lavou a cara e fez aquela careta no espelho que a maioria esmagadora dos estudantes fazem antes de ir à escola. Por alguns segundos ele esqueceu, culpa do "processo de acordamento" que te deixa drogado. Mas agora já estava lembrado. Ah... Estava tudo bem agora, porque Zé lembrou que ESTAVA DE FÉRIAS. Ele correu feito um doido e...
Rosas. Sabe quando tudo fica confuso? Exato, quando você não tem noção se está sonhando ou acordado. Por mais que fosse uma garota de cabelo rosa. Era um sonho muito parecido com esses sonho-acordado, que você tem quase certeza de que está acordado mais na verdade está sonhando. Ou o contrário. Eu fico falando rosas o tempo inteiro porque "rosas" era a grande palavra do sonho. Tinha rosas pra todos os lados. Rosas monocromáticas, nem vermelhas, nem brancas, nem azuis, amarelas ou pretas. Eram rosas...Pleonásticas.
Rosas. Caindo do céu sem parar, era sonho. Era sonho mesmo. E se era sonho ele podia ir lá falar com a garota de cabelos rosados. E como era sonho ele ainda tinha uma certa quase-certeza que ia dar tudo certo. Ele deu um passo e outro, uma corridinha chegou perto, olhou ela bem fundo nos olhos, ela sorriu e...
TAPÃO
Disparou em direção a sala, pegou sua bola e zarpou pro meio da rua com a vontade que um peixe se joga no mar, esse era Zé. Bom, Pedro estava em casa, ficou jogando videogame, sempre foram muito diferentes mesmo. Mas não demorou muito e...
GOL
O grito de Zé não saiu da boca, saiu da alma. E como um quadro pintado sua imagem imortalizou-se Zé, o grande jogador.
FIM
- Mas se fosse pra escolher, eu seria amigo de Pedro. Porque jogar videogame é muito mais emocionante. -
Bom, a explicação que devia vir no começo, eu vou deixar pro final.
A minha intenção foi escrever 3 textos distintos, e jogá-los num só.
Onde os parágrafos começam com “Rosas” é o primeiro texto, que na verdade é o sonho de Zé, ele acaba em “TAPÃO” que é quando Zé acorda e passamos pro texto dele que são todos os outros parágrafos menos os entre traços, que são um terceiro texto que é o último, ou apenas comentários meus sobre tudo.
Na ordem natural, fica assim:
Rosas.
Rosas. Era um jardim imenso de rosas, perfeitamente normal para o sonho de uma garota. Mas como era um garoto, se contasse pra alguém com o que sonhara diriam que era gay. Mas nem era. Será que homens não podem mais nem sonhar com rosas nessa cidade? Ele pensou.
Rosas. Era o cabelo rosado dela. Quando ele viu a garota de cabelo rosado sabia que estava sonhando. Mas nem era o cabelo rosado dela que lhe chamara atenção. Na verdade ele nem sabia se era a tatuagem em seu braço ou a de seu pescoço, o vestido dela, aqueles olhos que davam pra se perder dentro por uma vida inteira, seus lábios, sua pele, era realmente difícil definir que parte dela lhe chamava atenção. Mas essa era exatamente o tipo de garoto pela qual se apaixonaria perdidamente, essa, toda bela. Mas e existem garotas todas belas? É claro que não! Não nos apaixonamos por garotas todas belas. As garotas todas belas surgem no momento em que nos apaixonamos. Não se apaixona porque é bela é bela por se estar apaixonado.
Rosas. Sabe quando tudo fica confuso? Exato, quando você não tem noção se está sonhando ou acordado. Por mais que fosse uma garota de cabelo rosa. Era um sonho muito parecido com esses sonho-acordado, que você tem quase certeza de que está acordado mais na verdade está sonhando. Ou o contrário. Eu fico falando rosas o tempo inteiro porque "rosas" era a grande palavra do sonho. Tinha rosas pra todos os lados. Rosas monocromáticas, nem vermelhas, nem brancas, nem azuis, amarelas ou pretas. Eram rosas...Pleonásticas.
Rosas. Caindo do céu sem parar, era sonho. Era sonho mesmo. E se era sonho ele podia ir lá falar com a garota de cabelos rosados. E como era sonho ele ainda tinha uma certa quase-certeza que ia dar tudo certo. Ele deu um passo e outro, uma corridinha chegou perto, olhou ela bem fundo nos olhos, ela sorriu e...
TAPÃO
Acorda zé!
Cama velha de madeira, quarto branco meio empoeirado, meio sem nada. Travesseiro no chão lençol fino meio no corpo. Olhos quase abertos, apesar do susto ainda estava em processo de acordamento. Tipo quando você foi dopado depois de fazer algum exame no hospital. É, dormir é dorgas mano.
Mas se você imaginou um tapão na cara, errou. Foi na perna de Zé, que acordou no susto. O executor da tapa do lado da cama, com cara de "Já é tarde pra cacete!” Era Pedro seu irmão. Sim, a família era bem católica e eles tinham uma irmã chamada Maria.
Maria era muito bonita, deu a sorte na família, diferente de Pedro e Zé que eram bem feinhos na verdade. Deu que Pedro era loiro, dos olhos escuros e Zé era moreno dos olhos claros. E Maria tinha os olhos claros e era loira, mas Maria nem tava nessa história. Ela saiu de casa foi cedo e eu só falei dela mesmo pra você se confundir.
A história é sobre Zé, Pedro só o acordou com o tapão, gritou algo em seu ouvido e foi embora pra sala. Zé até escutou, mas 10 minutos depois já tinha esquecido, é tendencioso esquecer coisas que te falam no processo de acordamento.
E Zé acordou, bem ou mal, acordou. Com aquela disposição de todos os dias. Disposição do tipo "disposto a voltar a dormir". Lavou a cara e fez aquela careta no espelho que a maioria esmagadora dos estudantes fazem antes de ir à escola. Por alguns segundos ele esqueceu, culpa do "processo de acordamento" que te deixa drogado. Mas agora já estava lembrado. Ah... Estava tudo bem agora, porque Zé lembrou que ESTAVA DE FÉRIAS. Ele correu feito um doido e...
Disparou em direção a sala, pegou sua bola e zarpou pro meio da rua com a vontade que um peixe se joga no mar, esse era Zé. Bom, Pedro estava em casa, ficou jogando videogame, sempre foram muito diferentes mesmo. Mas não demorou muito e...
GOL
O grito de Zé não saiu da boca, saiu da alma. E como um quadro pintado sua imagem imortalizou-se Zé, o grande jogador.
FIM
- Mas se fosse pra escolher, eu seria amigo de Pedro. Porque jogar videogame é muito mais emocionante. -
-Foram oficialmente 3 meses sem postar –
- Agora por quê? Só voltando ao bater do teclado que eu consigo entender o quanto realmente gosto de escrever. E qualquer desculpa como "Estava sem tempo", "Dei prioridade a outras coisas", ou "Faltava inspiração" parecem todas não plausíveis em frente ao grande argumento que é "Gostar" por que gostar pra mim é ponto final. Gosta de escrever? Escreve. Cabou, sem discussão. -
- Está confuso? Pois se está que bom. Pois essa era exatamente a intenção. E eu sumo por 3 meses e resolvo dar as caras com um texto confuso desses. Mas que merda de escritor. A culpa não é minha, eu não decido o que escrever, escrevo; só. As coisas vão fazer mais sentido no fim, prometo! –
E promessa é divída.
Espero que tenham gostado.
Me revolto me recuso a passar 4 meses em branco.
Último post de 2010.
Grande abraço,
Oito
*Sopra a carta*
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Binks no Sake
Bem... Se nós vamos mesmo morrer...
Pelo menos vamos morrer nos divertindo um pouco...
Deveríamos tocar uma canção?
---
Agora vem uma tempestade.
Através do céu distante
As ondas dançam
A batida nos tambores
Se você perder a calma
Essa pode ser a última vez que irá respirar.
Mas se você aguentar,
O amanhecer virá.
Yohohohoho, Yohohohoho...
Hoje, e amanhã,
Nossos sonhos atravessam as noites
Acenando com um adeus,
Nunca mais nos encontraremos.
Mas não fique triste,
Pois quando chegar a noite,
Uma lua surgirá.
O barullho das ondas...
Não importa que você é
Alguma dia você será apenas ossos...
A história de nossa divertida viagem
Yohohohoho, Yohohohoho...
(Trecho de Binks no Sake)
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