- Lembrei! (John)
Saiu do banheiro trocou de roupa. E resolveu sair.
Mas pra onde mesmo? O negócio era ir embora caminhar pra qualquer lugar... Mas não posso ficar andando por aí tarde da noite, acho que a única coisa aberta uma hora dessas é um supermercado 24h aqui do lado. Que seja então.
- Oi!
Supermercado 24h tarde da noite, lugar estranho pra encontrar alguém.
- Oi! Fazendo compras essa hora?
- Pois é... Longa história, só um hábito estranho. Pra quebrar a rotina sabe?
- Pô, legal.
Sério, achei legal mesmo. “Hábito estranho” São palavras que rendem boas gargalhadas geralmente.
- Só uma uma duas coisas que tenho que pegar. Vamos lá?
Ele tá me convidando pra acompanhar ele nas comprar noturnas? Bom isso foi meio estranho mas eu tô aqui no supermercado mesmo afinal. E porque não? Tô fazendo nada mesmo.
- Beleza. Em que seção é ?
- Sei lá... Deixa eu ver...
Ok, pessoas espertas vem pra um supermercado com um a lista ou algo assim. Mas beleza...
- Bebidas! Estou com sede.
Isso é que é decidir na hora.
- Qual bebida eu levo?
- Tá perguntando pra mim? Eu não sei, você que veio fazer as compras ué.
- Escolhe uma aí.
- Pega um vinho então.
- Beleza.
- Precisa do que mais?
- Deixa eu ver... Eu tenho um vinho... Agora só preciso de um queijo!
- Queijo é bom.
Queijo, depois caixa, caminho a saída, passamos pelas mesas e...
- Aí, porque a gente não senta e bebe?
- Aqui, agora?
- Sim, agora. Por que não?
Por que não né? Tô fazendo nada mesmo.
- Beleza.
Ele foi pegar uns copos, voltou rápido. Colocou vinho neles, olhou pra mim e disse já sorrindo:
- Então... Você vem sempre aqui?
Eu quase ri.
- Nesse supermercado? Claro! Principalmente depois da meia-noite.
Ele sorriu.
Eu percebi que estava bem melhor do que o esperado. Não estava dando gargalhas por aí, mas melhor no supermercado a meia-noite tomando vinho com um colega que mal conhecia do que na minha cama sozinha perdida em péssimos pensamentos. Fiz bem em sair.
A garrafa de vinho foi embora rápido. Sabe essas pessoas que você mal conhece e uma vez acabam conversando e você nunca imaginou o quando aquela pessoa pudesse ser interessante e divertida? Eu já estava até rindo. Eu já tinha até me esquecido... Do quê mesmo?
Mas como tudo acaba, nos despedimos, ele estava indo embora e alguns segundos antes de partir olhou nos meus olhos uma última vez aquela noite.
Sabe aquele tipo de pessoa que fala muito com os olhos? Pois é. Nem vou contar a vocês o que li nos olhos dele.
Eu só sorri.
Tempos depois ele me disse que passou a noite pensando naquele sorriso.
E pensar que eu saí de casa sem a mínima esperança de sorrir essa noite.
Esse foi nosso primeiro encontro.
O resto são outras histórias. Use a imaginação, mas dou uma dica.
Final feliz.
Sempre quis nascer pássaro.
Até que um dia eu descobri como os homens voam.
Escrevendo poesia.
Nosso Castelo de Cartas
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Chain Break (Parte 4)
- Alô ? (garota de 12 anos do outro lado da linha)
- Oi! É o John. Tudo bem ?
- Tudo. E com você John?
- Tudo! Desculpe ter ligado tão tarde...
- Sem problema o quê é?
- Eer... Bom, eu queria encontrar você hoje. Ah, sei lá bater um papo.
(Encontrar minha irmã hoje? É meia-noite! Esse cara é o quê, doido?)
- (Silêncio...)
- Eer... Oi?
(Sorriso macabro ao fundo)
- Oi! Tudo bem John! Aonde?
- Oh! Eer... Na... No... No supermercado!
(É doido mesmo) - Aquele aqui perto?
- Isso!
- Tá certo então, te vejo lá.
- Certo!
- Tchau.
- Tchau...
- Tu... Tu... Tu...
Como se minha irmã fosse sair à meia-noite com esse doido. Otário, vai esperar a noite toda.
E do outro lado da linha, John.
Não estou acreditando que isso deu certo mesmo. Foi fácil demais, pensei que ia ter que tentar uns 4 contatos... Bom, funcionou é o que importa. Agora, pro supermercado perto da casa dela... Aonde é que ele morava mesmo?
...
- Oi! É o John. Tudo bem ?
- Tudo. E com você John?
- Tudo! Desculpe ter ligado tão tarde...
- Sem problema o quê é?
- Eer... Bom, eu queria encontrar você hoje. Ah, sei lá bater um papo.
(Encontrar minha irmã hoje? É meia-noite! Esse cara é o quê, doido?)
- (Silêncio...)
- Eer... Oi?
(Sorriso macabro ao fundo)
- Oi! Tudo bem John! Aonde?
- Oh! Eer... Na... No... No supermercado!
(É doido mesmo) - Aquele aqui perto?
- Isso!
- Tá certo então, te vejo lá.
- Certo!
- Tchau.
- Tchau...
- Tu... Tu... Tu...
Como se minha irmã fosse sair à meia-noite com esse doido. Otário, vai esperar a noite toda.
E do outro lado da linha, John.
Não estou acreditando que isso deu certo mesmo. Foi fácil demais, pensei que ia ter que tentar uns 4 contatos... Bom, funcionou é o que importa. Agora, pro supermercado perto da casa dela... Aonde é que ele morava mesmo?
...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Chain Break (Parte 3)
- Alô ?
- Eu parei de ir atrás de você. Percebi que era o quê você queria. Certo? Você poderia ao menos ter me ligado...
- Sim, eu queria. Mas o destino mandou que eu me afastasse.
- O destino disse algo sobre eu sentada sozinha ouvindo mensagens antigas só pra ouvir sua voz? Algo assim ou... Sobre eu procurar rostos de estranhos no metrô na esperança de cruzar com seu sorriso. Mas nunca achei.
- Ele não me disse, isso eu descobri sozinho.
- Certo. Então porque resolveu atender dessa vez?
- Já é hora de dar um ponto final nisso, não ia dar certo mesmo. Todas essas dificuldades... Você sabe.
- Então amar não é suficiente?
- Não.
Tu...Tu...Tu...
Bom, ao menos foi a última vez que ela ligou pra ele.
Não era a primeira vez que ela chorava por causa daquele cara. Na verdade das duas últimas vezes quando chorou prometeu a si mesma que ia ser a última vez. Dessa vez nem se deu ao trabalho de prometer. Mas foi a última vez.
Tomar um banho pra esfriar a cabeça.
Chuá...
“Em algum lugar do tempo... Nos ainda estamos juntos” (música)
Fechou o chuveiro.
Maldito toque de celular...
Quer saber? Foda-se. Vai tocar até a morte.
Abriu o chuveiro.
- Mana! Seu celular tá tocando!
Aff...
- Tô no banho! Vou atender não! Desliga aí!
Hehe... (curta e silenciosa risada maligna ao fundo)
---
Aleluia! Desculpem a demora gente >.<
Finalmente a 3ª parte do Chain Break, eu já havia escrito esse trecho do texto a algum tempo, mas só queria postar quando tivesse o texto inteiro.
Finalmente terminei! Mas não pensem que vou postar tudo de uma vez, se não perde a graça =D
E se não entenderam "John" não faz parte desse diálogo, esse texto é um outro lado da história que vai se encaixar depois aí as coisas vão fazer mais sentido.
Desculpem se eu fugi um pouco do protagonista, mas eu quis trabalhar um pouco essa outra personagem também.
Faltam só mais duas partes, a 4ª é bem curta e depois a última, já foram escritas.
Devo postar amanhã. É isso, contagem regressiva pro fim do "Chain Break".
Grande abraço a todos. Acompanhem até o fim =D
- Eu parei de ir atrás de você. Percebi que era o quê você queria. Certo? Você poderia ao menos ter me ligado...
- Sim, eu queria. Mas o destino mandou que eu me afastasse.
- O destino disse algo sobre eu sentada sozinha ouvindo mensagens antigas só pra ouvir sua voz? Algo assim ou... Sobre eu procurar rostos de estranhos no metrô na esperança de cruzar com seu sorriso. Mas nunca achei.
- Ele não me disse, isso eu descobri sozinho.
- Certo. Então porque resolveu atender dessa vez?
- Já é hora de dar um ponto final nisso, não ia dar certo mesmo. Todas essas dificuldades... Você sabe.
- Então amar não é suficiente?
- Não.
Tu...Tu...Tu...
Bom, ao menos foi a última vez que ela ligou pra ele.
Não era a primeira vez que ela chorava por causa daquele cara. Na verdade das duas últimas vezes quando chorou prometeu a si mesma que ia ser a última vez. Dessa vez nem se deu ao trabalho de prometer. Mas foi a última vez.
Tomar um banho pra esfriar a cabeça.
Chuá...
“Em algum lugar do tempo... Nos ainda estamos juntos” (música)
Fechou o chuveiro.
Maldito toque de celular...
Quer saber? Foda-se. Vai tocar até a morte.
Abriu o chuveiro.
- Mana! Seu celular tá tocando!
Aff...
- Tô no banho! Vou atender não! Desliga aí!
Hehe... (curta e silenciosa risada maligna ao fundo)
---
Aleluia! Desculpem a demora gente >.<
Finalmente a 3ª parte do Chain Break, eu já havia escrito esse trecho do texto a algum tempo, mas só queria postar quando tivesse o texto inteiro.
Finalmente terminei! Mas não pensem que vou postar tudo de uma vez, se não perde a graça =D
E se não entenderam "John" não faz parte desse diálogo, esse texto é um outro lado da história que vai se encaixar depois aí as coisas vão fazer mais sentido.
Desculpem se eu fugi um pouco do protagonista, mas eu quis trabalhar um pouco essa outra personagem também.
Faltam só mais duas partes, a 4ª é bem curta e depois a última, já foram escritas.
Devo postar amanhã. É isso, contagem regressiva pro fim do "Chain Break".
Grande abraço a todos. Acompanhem até o fim =D
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
45.
Voltando a ativa \o/
Desculpem pela ausência, e prometo o fim do Chain Break nos próximos dias.
Eu recebi esse texto por e-mail e achei muito genial, tinha que compartilhar.
Juro que volto com textos meus em breve, mas por enquanto fica esse pra vocês. Espero que gostem.
Grande abraço,
Oito.
---
Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.
"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
Desculpem pela ausência, e prometo o fim do Chain Break nos próximos dias.
Eu recebi esse texto por e-mail e achei muito genial, tinha que compartilhar.
Juro que volto com textos meus em breve, mas por enquanto fica esse pra vocês. Espero que gostem.
Grande abraço,
Oito.
---
Escrito por Regina Brett, 90 anos de idade, assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.
"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Chain Break (parte 2)
Ele chamava essa regra de “Chain Break”. A cada hora que se passava, toda vez que o ponteiro acertava horas exatas às 8h às 9h às 23h. Ele tinha uma chance de quebrar a rotina. Uma vez por dia quando o relógio acertasse uma hora, ele tinha que fazer algo pra quebra - lá. Por quê? Porque sim oras. Ele teve essa idéia um dia gostou e resolveu aplicá-la. E deu certo, os “chain breaks” eram geralmente os melhores momentos do seu dia.
Eu não estou falando de nada excepcional, ações que mudassem sua vida ou dessem pra fazer um filme. Eram coisas simples às vezes ele só deitava no chão (não importando onde estivesse) as vezes corria tentava pular a primeira coisa alta que via na frente (esse lhe rendeu um tombo feio uma vez) teve um dia que ele resolveu fazer uma receita pegando ingredientes com os olhos fechados (não deu certo também) outro ele fez seu próprio jogo de tabuleiro (apesar de ninguém nunca ter jogado) uma vez escreveu uma poesia. Teve uma hora que pegou uma flor e entregou pra primeira garota bonita que viu, ela sorriu ele sorriu também e foi embora (podia ter ao menos perguntando o nome dela...). Não importava realmente o quê John ia fazer o quê valia mesmo era o “fazer”. Qualquer coisa estranha, inesperada, imprevisível a primeira coisa que lhe viesse na cabeça. E seja lá o quê ele estivesse fazendo sempre durantes os “chain breaks” John estava sorrindo, rindo, sei lá. Era legal e ele se divertia muito com isso.
A coisa já estava ficando até mais elaborada. Tinha o “final break” que ocorria as 23:59 e era a última chance dele de quebrar a rotina naquele dia. Ele ficava olhando pro relógio e dizendo... “O dia ainda não acabou!” Enquanto eram 23:58... E um minuto depois ele fazia qualquer coisa. O primeiro “final break” foi um dia totalmente perdido, chato pra caralho onde teve uma reunião chata no trabalho, um café derramado na blusa, um ônibus perdido e uma série de acontecimentos reunidos que o impediram de conseguir um “chain break”. Naquele dia quando ele olhou pro relógio e viu que já tinham passado das 23h aliás já eram 23:59 e que ele teria passado um dia sem um “chain break” ele gritou: “Não!” Saiu do seu apartamento, desceu as escadas e foi correndo no meio da rua as 23:59 com a roupa do trabalho... Aproximadamente 4 minutos depois ou tempo que o grande físico sedentarista de John o levou pra cair sentado no chão. Ele deitou, olhou pro céu e... Lembrou-se que era perigoso onde morava e era melhor ele sair correndo de volta pra casa. Foi o que ele fez... Não me pergunte porquê, mas ele voltou correndo e sorrindo. Meio coisa de louco mesmo.
Tinha outra regra também. Sabe quando ele entregou a flor pra garota no meio da rua? Pois é, ele teve a idéia pegou a flor olhou pra um lado e outro viu uma garota bonita foi em direção a ela e... TU DUM... TU DUM... Seu coração bateu forte e rápido pra caramba. E ele começou a pensar... E se ela achar ruim? E se me der uma tapa? Gritar comigo? E se o namorado dela tiver por aqui? E se o namorado dela for um cara grande e forte? E se? OH MEU DEUS. E se... E se... Ele parou um segundo a garota passou por ele. Ele tinha ficado com muito medo pra entregar a flor, ele tinha ficado com muito medo pra conseguir aquele chain break. Foi aí que ele inventou mais essa regra “Não existe medo durante um chain break” Virou, tocou o ombro da garota olhou pra ela sorriu e disse “pra você” ela sorriu, ele virou as costas e foi embora.
Pois é, já tem o “chain break” o “final break” e o “Não existe medo durante um chain break” com essa já são 3 regras. John nunca gostou de coisas complicadas, a coisa começou com uma regra e agora já eram 3! Mas hoje John estava realmente a fim de tentar algo mais novo e mais difícil ainda. Ele deu o nome de “hard break” e ia ser a última regra.
A idéia era simples o “hard break” consistia em convencer alguém a fazer um “chain break” junto com ele. Por isso o nome “hard” afinal fazer uma loucura sozinho é tranqüilo mas convencer alguém a fazer junto... É “hard”.
Hoje ele ia tentar o primeiro “hard break”, aliás, ele ia tentar um “final hard break” As 23:59 ele ia pegar o celular, ligar pra um contato aleatório da agenda e convencer seja lá quem fosse a fazer qualquer maluquice junto com ele.
Considerando as habilidades de John de convencer as pessoas. Ele julgava que isso ia ser difícil pra caramba. Talvez... Se ele tentasse ligar mais cedo, ou... Ligasse pro ser melhor amigo... Podia ser mais fácil.
Mais aí não teria tanta graça assim. O divertido dos “chain breaks” é exatamente a parte em que o destino se mete. Então teria que ser as 23:59 e teria que ser uma pessoa aleatória.
Ele passou o dia pensando nisso.
23:58... 23:59 Era agora, já estava com o celular na mão, colocou na agenda, fechou os olhos e escolheu um número. Discando...
Era o número de uma garota.
Foi nessa hora que ele pensou... Anh... Acho que a probabilidade dela simplesmente não atender e assim irem por água abaixo meus grandes planos é imensa.
Tu...Tu...Tu... (o celular)
TU DUM... TU DUM...TU DUM... (o coração de John)
...
- Alô?
Eu não estou falando de nada excepcional, ações que mudassem sua vida ou dessem pra fazer um filme. Eram coisas simples às vezes ele só deitava no chão (não importando onde estivesse) as vezes corria tentava pular a primeira coisa alta que via na frente (esse lhe rendeu um tombo feio uma vez) teve um dia que ele resolveu fazer uma receita pegando ingredientes com os olhos fechados (não deu certo também) outro ele fez seu próprio jogo de tabuleiro (apesar de ninguém nunca ter jogado) uma vez escreveu uma poesia. Teve uma hora que pegou uma flor e entregou pra primeira garota bonita que viu, ela sorriu ele sorriu também e foi embora (podia ter ao menos perguntando o nome dela...). Não importava realmente o quê John ia fazer o quê valia mesmo era o “fazer”. Qualquer coisa estranha, inesperada, imprevisível a primeira coisa que lhe viesse na cabeça. E seja lá o quê ele estivesse fazendo sempre durantes os “chain breaks” John estava sorrindo, rindo, sei lá. Era legal e ele se divertia muito com isso.
A coisa já estava ficando até mais elaborada. Tinha o “final break” que ocorria as 23:59 e era a última chance dele de quebrar a rotina naquele dia. Ele ficava olhando pro relógio e dizendo... “O dia ainda não acabou!” Enquanto eram 23:58... E um minuto depois ele fazia qualquer coisa. O primeiro “final break” foi um dia totalmente perdido, chato pra caralho onde teve uma reunião chata no trabalho, um café derramado na blusa, um ônibus perdido e uma série de acontecimentos reunidos que o impediram de conseguir um “chain break”. Naquele dia quando ele olhou pro relógio e viu que já tinham passado das 23h aliás já eram 23:59 e que ele teria passado um dia sem um “chain break” ele gritou: “Não!” Saiu do seu apartamento, desceu as escadas e foi correndo no meio da rua as 23:59 com a roupa do trabalho... Aproximadamente 4 minutos depois ou tempo que o grande físico sedentarista de John o levou pra cair sentado no chão. Ele deitou, olhou pro céu e... Lembrou-se que era perigoso onde morava e era melhor ele sair correndo de volta pra casa. Foi o que ele fez... Não me pergunte porquê, mas ele voltou correndo e sorrindo. Meio coisa de louco mesmo.
Tinha outra regra também. Sabe quando ele entregou a flor pra garota no meio da rua? Pois é, ele teve a idéia pegou a flor olhou pra um lado e outro viu uma garota bonita foi em direção a ela e... TU DUM... TU DUM... Seu coração bateu forte e rápido pra caramba. E ele começou a pensar... E se ela achar ruim? E se me der uma tapa? Gritar comigo? E se o namorado dela tiver por aqui? E se o namorado dela for um cara grande e forte? E se? OH MEU DEUS. E se... E se... Ele parou um segundo a garota passou por ele. Ele tinha ficado com muito medo pra entregar a flor, ele tinha ficado com muito medo pra conseguir aquele chain break. Foi aí que ele inventou mais essa regra “Não existe medo durante um chain break” Virou, tocou o ombro da garota olhou pra ela sorriu e disse “pra você” ela sorriu, ele virou as costas e foi embora.
Pois é, já tem o “chain break” o “final break” e o “Não existe medo durante um chain break” com essa já são 3 regras. John nunca gostou de coisas complicadas, a coisa começou com uma regra e agora já eram 3! Mas hoje John estava realmente a fim de tentar algo mais novo e mais difícil ainda. Ele deu o nome de “hard break” e ia ser a última regra.
A idéia era simples o “hard break” consistia em convencer alguém a fazer um “chain break” junto com ele. Por isso o nome “hard” afinal fazer uma loucura sozinho é tranqüilo mas convencer alguém a fazer junto... É “hard”.
Hoje ele ia tentar o primeiro “hard break”, aliás, ele ia tentar um “final hard break” As 23:59 ele ia pegar o celular, ligar pra um contato aleatório da agenda e convencer seja lá quem fosse a fazer qualquer maluquice junto com ele.
Considerando as habilidades de John de convencer as pessoas. Ele julgava que isso ia ser difícil pra caramba. Talvez... Se ele tentasse ligar mais cedo, ou... Ligasse pro ser melhor amigo... Podia ser mais fácil.
Mais aí não teria tanta graça assim. O divertido dos “chain breaks” é exatamente a parte em que o destino se mete. Então teria que ser as 23:59 e teria que ser uma pessoa aleatória.
Ele passou o dia pensando nisso.
23:58... 23:59 Era agora, já estava com o celular na mão, colocou na agenda, fechou os olhos e escolheu um número. Discando...
Era o número de uma garota.
Foi nessa hora que ele pensou... Anh... Acho que a probabilidade dela simplesmente não atender e assim irem por água abaixo meus grandes planos é imensa.
Tu...Tu...Tu... (o celular)
TU DUM... TU DUM...TU DUM... (o coração de John)
...
- Alô?
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